Em busca dos segredos do oceano….

A Aquarius Reef Base se parece com uma corrente de ar amarela e afundada recoberto de coral e cercado de peixes. É o mais avançado habitat e o único remanescente do tipo, e tem hospedado mais de 100 expedições de longa duração ao longo de duas décadas. Um dos seus maiores trunfos é que os cientistas podem passar um dia inteiro de trabalho embaixo do mar em um processo chamado de mergulho de saturação. O mergulho de saturação é um processo onde o corpo do mergulhador permanece sob pressão por um longo período de tempo, necessitando descomprimir lentamente por quase um dia antes de retornar à superfície. Ele pode estender o trabalho de mergulho lá embaixo de uns poucos minutos para muitas horas, multiplicando e acelerando os esforços dos times de mergulho científicos e criando um ambiente semelhante ao de um laboratório no oceano real, onde eles podem trabalhar em horário comercial sem se preocupar com o suprimento de oxigênio ou com o retorno muito rápido à superfície. A força e o valor enquanto ferramenta científica da Aquarius, além da humilde moradia que provê aos seus habitantes, é a sua firmeza: por ter permanecido em um local por tanto tempo, sua localização tem sido como uma métrica para o oceano, permitindo a obtenção constante de indicadores da saúde dos corais, esponjas, atividade dos peixes e química dos oceanos, em um local, nos últimos 20 anos. E a base é abastecida por uma conexão de 1 Mb/s feita pela Motorola que alcança os quase 6,5 km de distância entre a água e o quartel-general, permitindo que cientistas e jornalistas transmitam ao vivo do fundo do oceano. Ao longo dos anos, a base em si foi coberta pelo crescimento dos corais, e é uma grande parte da paisagem natural da mesma forma que é uma fortaleza no front da ciência dos oceanos. Parece a base subaquática de Lost.

Mas o motivo principal de termos visitado a Aquarius agora, é porque a base de pesquisas está agendada para encerrar suas operações completamente após essa missão, quando a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) deixará de financiá-la. A Aquarius, seu programa-irmão, o Hawaii Undersea Research Lab (HURL) e seus dois submarinos Pisces devem perder seus orçamentos em setembro.

Esta missão é a última porque, de acordo com o diretor do HURL, John Wiltshire, “a NOAA gasta muito dinheiro em alguns satélites meteorológicos extras que não foram orçados.” Satélites meteorológicos são importantes e quase todo mundo se beneficia dos seus dados, mas eles são caros. A Aquarius e os submarinos Pisces gasta US$ 5 milhões por ano para operarem, enquanto um satélite meteorológico gasta pelo menos 100 vezes isso, de acordo com Wiltshire. Cinco milhões de dólares para alguns dos melhores e únicos equipamentos que permitem ao homem explorar as profundezas com seus próprios olhos e ouvidos e mãos com o que Earle se refere como um dos melhores computadores disponíveis — o cérebro humano.

Essa é uma má ideia. Não que ela seja contra ferramentas automatizadas que nos dá acesso ao oceano. É que ela acredita que o oceano está morrendo e que precisamos de toda ferramenta com que possamos contar para nos ajudar a entendê-lo melhor. Ela me disse que Índia, China, França e Rússia estão todos criando submarinos capazes de chegar a 6 km, com homens dentro, no momento em que os EUA estão limitando a sua capacidade.

Por que é preciso continuar a explorar o oceano? Fiz a Sylvia essa pergunta hoje de manhã. Sua resposta o faz pensar por que não estamos mandando carregamentos de dinheiro a todos os laboratórios subaquáticos do mundo: “O oceano governa o clima, a temperatura, a química planetária. A vida depende da água, e 97% da água da Terra está nos oceanos. Mais da metade do oxigênio do nosso mundo vem do oceano. Sem oceano, não há vida e, consequentemente, não há a gente.”

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~ por renatomey em 14/07/2012.

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