A Arquitetura e o Aumento do Nível dos Mares…..

O aquecimento global é a maior ameaça ao nosso planeta, e é certo que haverá  aumento dos níveis dos oceanos devido ao descongelamento das calotas polares. As cidades costeiras são as mais ameaçadas, assim como as terras mais baixas. Pode ser o fim de lugares como a Holanda. Vamos ter que encarar os fatos e achar novas maneiras de viver dentro de uma ambiente mais aquoso.

Antes que todos corram para as montanhas, a arquitetura tem imaginado maneiras de integrar o design dos prédios às suas cercanias aquáticas, nos dando a possibilidade de viver nesse novo mundo. Com isso em mente, vamos dar uma olhada em algumas possíveis soluções arquitetônicas. Veja algumas :

O escritório holandês Waterstudio.nl tem toda uma série de projetos flutuantes que procuram colocar as construções sobre a água—estruturas flutuantes podem ser uma maneira de superar o problema de aumento do nível dos mares. O Waterstudio.nl desenhou hotéis, ilhas artificiais e também um complexo de apartamentos flutuantes chamado Cidadela (acima). Com realização prevista para 2014, o complexo será construído nas zonas inundadas da Holanda e vai contar com 60 apartamentos de luxo com garagem e até uma rodovia flutuante para acessá-los, além de docas para barcos.

Se é possível viver acima da água, também se pode construir sob ela. O Jule’s Undersea Lodge, que aparentemente não atualizam seu site desde 1998, é um motel submerso em Key Largo, na Flórida. O motel era um laboratório submarino a 6 metros de profundidade que foi convertido e que conta com dois quartos e um banheiro. Numa escala mais ambiciosa está o Poseidon Undersea Resorts (acima), um luxuoso hotel que está sendo construído em Fiji, a 12 metros de profundidade.

Tingwei Xu e Xie Zhang, dois estudantes da Universidade da Pensilvânia, pensaram numa solução única para a ameaça da invasão do mar em Nova York. A solução é cobrir as áreas mais baixas com uma membrana flexível inteligente, que pode fornecer impermeabilidade, iluminação e áreas para agricultura. Quando chove, a membrana pode absorver a água e prevenir inundações, usando isso depois para germinar vida vegetal, agindo como um substituto do solo. Com a estrutura reticular permitindo a passagem de luz, a vida vegetal pode agir como uma proteção adicional à ameaça de inundação.

 

Atualmente, a cidade flutuante de Veneza está afundando e seus prédios sofrem erosão por terem sido construídos sobre a lama do delta. Uma solução para isso, proposta pela Dra. Rachel Armstrong em seu projeto Future Venice, é criar um recife calcário artificial, liberando na água gotículas oleosas que são quimicamente programadas para reagir com o dióxido de carbono e formar um recife. Essa ideia de materiais vivos que reagem e respondem ao uso de linguagens químicas pode criar construções “vivas” que se adaptariam ao encontrar ambientes em mutação. Essas estruturas dinâmicas podem responder às mudanças climáticas e ao aumento do nível dos mares de uma maneira totalmente nova.

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~ por renatomey em 14/07/2012.

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