ABSINTO ……..Fada verde (La Fée Verte)

A bebida foi muito popular no século 19 e início do 20, especialmente na França, onde seu consumo rivalizava com o do

vinho. Servido com um cubo de açúcar e água, levava muitas vezes láudano na mistura.

Conhecido popularmente como Fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno.

Para os devotos da Fada verde, a frase “pensar verde”, que hoje está mais ligada a ecologia, tinha um significado

completamente diferente, um significado mais associado ao fato de pensar e agir sob efeito da bebida.

 

Era a musa de artistas e poetas, está nas pinturas de Picasso, Van Gogh, Manet, Edgar Degas, Toulouse Lautrec, nos

textos de Oscar Wilde e Hemingway, era apreciado por Gauguin, Monet, Baudelaire, Edgar Allen Poe, e outros doidões

grandiosos.

 

Foi utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia na Suíça por volta de

1792. Incorretamente chamado de licor, é na verdade uma bebida destilada, feito de Artemisia absinthium, ou losna,

uma erva medicinal consagrada à deusa Artemísia. Pode levar ainda especiarias como funcho, anis, hisopo e erva

cidreira. Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro. Absinthium

em grego significa amargo, enquanto Artemísia é o nome da deusa da fecundidade.

 
 

Todos os Absintos de qualidade são altamente aromático e têm sabor amargo. O absinto tem tipicamente um teor

alcoólico de cerca de 68% para o francês e 53% para o suíço.

 

As pessoas que bebem absinto exibem uma extraordinária paixão por ela.

Não é particularmente saborosa,  mas tem um inconfundível sabor de anis, gosto refrescante e amargo, e tem textura

oleosa. Trata-se de um gosto adquirido, onde a falta de doçura é compensada no prestígio cultural.

 

A tradição envolve uma cerimônia em torno da bebida, para servi-lo coloca-se o Absinto no copo, uma colher perfurada

que sustentará um cubo de açúcar, e água gelada será vertida lentamente sobre o cubo, transformando o verde em um

branco leitoso.

 

 

 

O absinto era considerado uma droga de massas, levando a população ao alcoolismo. A bebida começou a ter

conotações negativas devido à sua popularidade, apesar de não ser diferente de qualquer outra bebida alcoólica.

Ganhou fama de alucinógeno, capaz de levar os adeptos a atos criminosos.

 

Na Suíça, cerca de 40% da população adulta era adepta da “fada verde”.

Na França, em 1912, cerca de 220 milhões delitros de absinto foram produzidos,

 o consumo era tão elevado que entre 17:00 e 19:00 hs foi apelidado de hora verde.

 

O absinto foi responsabilizado pelo aumento da criminalidade.

 

Em 1915 foi proibido em muitos países, o que fortificou ainda mais seu simbolismo, não era
apenassubversivo, era ilegal, coisa para ser comprado no mercado negro e consumido no fundo da
alcova. 

Somente em Portugal, Espanha e República Tcheca a bebida é vendida sem restrições.

O princípio ativo que leva a fama de alucinógeno se chama thujone (tuiona, absintol), é um componente da losna. No

absinto não há quantidade suficiente que possa fazer mal, a ciência moderna estima que uma pessoa que beba absinto

morrerá de intoxicação pelo álcool muito antes de ser afetada pelo thujone. E não existe prova científica de que o

thujone possa provocar alucinações, mesmo em doses elevadas.

 

Embora seja improvável que a bebida com sabor de anis volte a gozar de sua incrível popularidade, ele

está de volta.

 

Hoje, o absinto está legalizado na maior parte dos países que permitem o consumo de álcool. 

 

Pela legislação brasileira o Absinto que está à venda é diluído. Ao contrário dos refrescantes 68ºGL do original, a Fada

Verde brasileira alcança 54ºGL.

O Absinto de estilo moderno é adequado para utilização em coquetéis devido ao seu baixo conteúdo de anis, tem uma

cor vibrante verde, é muito aromático, com abundância de eucalipto, sabores de menta e outras ervas, muitos

fabricantes acrescentam ervas à mistura após a destilação para obter a clássica coloração verde. Muitas vezes é servido 

com o cubo de açúcar em chamas e bebido em uma só golada. 

 

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~ por renatomey em 05/06/2012.

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