A APPLE – iPod, iPad, iPhone, Mac? Que nada. O negócio é VAREJO

 

 

A Apple está numa tendência de crescimento muito grande. Até aí todo mundo sabe. Além disso, a maioria dos seus produtos são bem rentáveis – também não é surpresa, pois eles são carinhos mesmo, e aí que ela ganha dinheiro. Principalmente com o mercado de computadores sendo cada vez mais apertado nas margens, manter o preço alto com o volume que a Apple tem é sinônimo de estratégia de sucesso.

Mas um outro negócio da Apple, pouco visto pelo resto dos normais, é líder de rentabilidade no seu setor e um dos estratégicos para a empresa da maça – o varejo. Isso mesmo, as “lojinhas” da Apple não param de espalhar pelo mundo e é algo que dá muita, mas muita grana para a Apple. Como?

A parte da experiência de compra eu não vou entrar em detalhes. Essa é mais clara – quem não gosta de entrar numa loja daquelas para comprar seu iDevice? É enorme, você pode usar e testar produtos e ainda roubar um Wifi. Muito melhor que aquele amontoado da FNAC, não? Outros dois aspectos são muito mais relevantes: a estratégia e a execução.

Falando de dinheiro puro, a Apple consegue absorver uma parte do negócio que nenhum outro conseguiu. Num mercado em que computadores caem de preço e as margens ficam cada vez menores, quem sofre mais é a indústria, muito mais que o varejo. Computadores low-end, os mais baratos, chegam a ter margem zero para as fabricantes, que visam o volume, mas o varejo leva consigo pelo menos 10% do valor pra casa. Mesmo que o fabricante tivesse 1%, o varejo já ganha 10x mais que o fabricante – algo no mínimo injusto para quem teve que desenvolver todo o produto.

É aí que a Apple leva (de volta) uma boa margem para casa. Não que a Apple deva ter margens baixas – seus computadores são no mid pro high-end, mas guardar aí mais 20% que seria na mão no varejista pode dobrar o lucro por unidade. Dobrar. Nenhuma outra fabricante tem o mesmo poder que a Apple tem, o que faz que ela tenha muito mais caixa. E que caixa.

Mas o varejo da Apple não é só a ideia, e sim a execução. Não é só um varejo, é simplesmente o mais rentável dos Estados Unidos. Uma das métricas mais importantes desse negócio é o de vendas por metro quadrado, e a Apple tem quase o dobro da segunda colocada – 5.626 dólares por metro quadrado. A Apple ganha de jóias, supermercados, jogos, e até da BestBuy. É a que mais cresce, já tem 327 lojas e sozinha já representa quase um terço do faturamento da BestBuy. É um negócio que poderia andar por si só, mas que anda em conjunto com a gigante que fornece seus produtos. Steve Jobs nunca escondeu que é adepto da integralização vertical, e mostra que faz bem do começo ao fim.

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~ por renatomey em 28/08/2011.

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