Governo chinês quer compra parte do Facebook…

A rede social Facebook ainda não abriu seu capital, mas já atrai toda sorte de investidores. informações de que seu novo grande acionista não será um qualquer – e sim a China. Segundo o site de notícias americano Business Insider, na semana passada o governo chinês teria mostrado interesse em comprar, em parceria com um país do Oriente Médio, US$ 1,2 bilhão em ações do Facebook.

O pedaço chinês seria minoritário, mas garantiria o direito a voto e algum poder de influência na companhia. Suspeita-se que a China tenha dois interesses. O primeiro seria controlar o que a rede social publicará em seu país, quando e se ela entrar lá. Hoje, o Facebook é bloqueado na China.

O segundo interesse seria promover uma fusão do Facebook com o Renren, rede social chinesa que abriu capital no mês passado. O Facebook diz que não comenta as suposições.

Todos os renren.com net - Wang Xiao todos dentro de uma verdadeira rede social, amigos de contato, jogar jogos

Mesmo que o interesse chinês pelo Facebook seja apenas boato, o país tem planos para a internet global. No início do ano, o governo chinês anunciou que a empresa de buscas Baidu aplicou pelo menos US$ 1,5 bilhão em companhias de games on-line. Estima-se que mais da metade delas nos Estados Unidos. As empresas chinesas muitas vezes agem em nome do governo. Essa entrada chinesa pode ser um teste para a democracia da rede. A China, com a segunda maior economia, a maior população do mundo e um regime autoritário, pode ameaçar a livre circulação global de ideias?

Há, em tese, dois meios de isso ocorrer. O primeiro, de acordo com o professor Kong David Bandurski, da Universidade de Hong, é que os chineses tendem a rejeitar mensagens contrárias à versão oficial. “Sua reação é inundar o espaço de comentários do blog ou perfil em rede social com a versão da propaganda comunista”, diz. Outra estratégia seria adquirir controle financeiro das próprias empresas de internet, como no caso do Facebook.

O jornalista e blogueiro Wang Xiaofeng, um dos mais influentes no país, diz receber toda semana ligações de autoridades do governo pedindo para que retire parte de seus posts do ar. “Só posso dizer que, quando apago um post, milhares de pessoas já leram e repassaram”, afirma. “A censura é sempre retardatária.” Se as autoridades chinesas não conseguem evitar ideias subversivas nem em seu próprio território, que poder teriam para influir na internet do resto do mundo?

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~ por renatomey em 23/08/2011.

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